terça-feira, 29 de abril de 2008

Google na rotina de trabalho

Por Jackson de Moura e Ana Cecília Soares
Abrão Lincoln de Souza, editor de arte do Diário do Nordeste, trabalha há cinco anos no jornal e na função desde novembro do ano passado. Nesta entrevista, ele nos conta de que forma utiliza as ferramentas do Google para facilitar seu trabalho no dia a dia.
- De que forma utiliza as ferramentas do google na rotina de trabalho?
Utilizo as ferramentas do Google para a pesquisa de imagens, que tanto serve de referência, como também de índice para encontrar algum assunto que, às vezes, é muito abstrato. Então pesquiso uma imagem através de um tema e acabo focando no que estava procurando no início.
- Quais são as ferramentas que você mais utiliza do Google?
Além da ferramenta de pesquisa, uso muito o e-mail do Google, o G-mail. Ele tem vários recursos interessantes. O bate-papo, por exemplo, é um instrumento semelhante ao Messenger, pelo qual se consegue, junto a outros associados do Google, conversar com amigos sem sair do ambiente em que se está.
- Você estava me falando que conseguiu montar a sua própria página pessoal, por meio do Google. Explica melhor isso?
Através do iGoogle é possível personaliza sua página pessoal no e-mail do Google. Nele pode-se escolher um tema para o plano de fundo e, também, colocar janelas correspondentes a blogs, agências de notícias, etc. Outra ferramenta é o Google Maps, que serve muito para o meu trabalho, porque no cotidiano, a gente precisa estar localizando ou fazendo mapas. Por isso ele é uma figura central da minha página inicial de trabalho.
- Qual a principal vantagem do uso do google?
A facilidade. Você acaba encontrando tudo dentro de um mesmo contexto, não precisa estar girando a internet. Dentro de um só site, digamos assim, você encontra tudo o que precisa. Tem também a agenda, o Google Docs, que são planilhas, editores de texto, apresentação de sildes, enfim, o que o Office faz, ele, também, executa, de uma forma gratuita. Mas eu uso com menos intensidade. Então quando você é associado ao Google tem acesso a coisas que precisaria comprar ou usar pirata, e aqui não (no Google), você faz legalmente. Então você usaria o concorrente que é o Open Office, mas de qualquer forma você precisa instalar no seu computador. Através do Google Docs, você consegue fazer isso on-line, então se você cria uma planilha, trabalha e edita com todas aquelas ferramentas de equações lógicas, trigonometria, funções – que tem no Excel, Open Office - você tem nele (no Google) totalmente gratuito.
- Como você observa a expansão do Google pelo mundo afora?
Eu vi até uma brincadeira outro dia que era “Como o Google vai dominar o mundo?”, era no You Tube, então tinha uma comparação da Microsoft numa batalha ferrenha com o Google, parecia um jogo de xadrez até o Google dar o xeque-mate. Mostrava o começo da era da informática, como surgiram os primeiros computadores, surgiu o Google e aí começou a luta de interesses entre Microsoft e Google e uma daí uma brincadeira do que vem no futuro, que não tão distante, o Google vai dominar o mundo.
- Existe uma ferramenta do Google que você utiliza e acha que deveria ser melhorada?
O Google Maps não é muito preciso. Às vezes você coloca determinado endereço, define todos os procedimentos de definição de qual é a cidade, a rua, o número do imóvel, o estado e o país e a resposta é uma cidade vizinha. Já coloquei um endereço aqui na Beira-Mar e o Google Maps disse que era em Caucaia. Se você vai procurar um endereço de um conhecido seu e vai até esse endereço você pode dar com burros n’água.
- Como é o seu trabalho hoje por ter acesso ao Google?
Facilitou muito. O conceito de pesquisa era bem diferente antes e a dificuldade que você tinha em localizar, principalmente eu que trabalho com imagens, e uso demais a ferramenta de busca por imagens. A ferramenta que ele tem também de idiomas, ela é muito boa quando você tem dúvida e quer procurar em outros locais que não é o tradicional, como o português-inglês, que é o mais usual. Por exemplo, eu tenho um hobby que é modelar aviões de papel, então eu passei em torno de quatro meses garimpando a internet inteira a procura de modelos gratuitos e muitos são pagos, você encomenda o CD ou libera o download, mas procurando com a ferramenta eu vasculhei tudo em português e inglês aí, eu fiquei “como é que é isso? Deve existir mais!” Forcei um pouquinho que sabia o alemão básico, um pouco de italiano... se existe deve ter em russo, em norueguês, qualquer outra língua. Tanto que hoje eu acho que tenho seiscentos modelos diferentes hoje em dia. Você consegue se aprofundar bastante porque níveis diferentes de conhecimento, níveis diferentes de tratamento de informações e ele (o Google) consegue te dar uma vista rápida disso. É como você lê a sinopse que tem de cada site, você já sabe o que espera antes de acessar, já sabe o que vai encontrar. Você também pode personalizar o tipo de pesquisa, pode determinar só em português, então não vai perder tempo indo para outras linguagens, o nível de detalhamento que você quer da pesquisa também pode ser definido aqui; mas ele tem a ferramenta do próprio Google que é para tradução, você pode procurar na internet colocando a palavra que você quer e você diz qual é a língua que quer que ele procure. O Google Maps tem uma ferramenta bacana que você segue clicando e marcando o trajeto e ele vai te dizer a distância aproximada. O Reader abre documentos PDF mesmo que você não tenha o Acrobat Reader. Você pode direcionar muito a sua pesquisa, então.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Convergência midiática na universidade



Um meio através de outro meio. Essa frase parece não ser auto explicativa, entretanto, duas palavras bastam para compreendê-la: convergência midiática. A convergência, além de transformar as telecomunicações, atinge o meio acadêmico. Basta observar o Portal Multimídia, com parte da produção acadêmica da Universidade de Fortaleza – UNIFOR.
O portal evidencia que as conseqüências da convergência não se limitam ao campo midiático, mas estão presentes também no campo profissional. Será que ao assistir a um vídeo da TV Unifor o usuário percebe que não é necessário só o trabalho de cinegrafistas, produtores e repórteres? Para ter acesso à produção da televisão universitária no portal outro profissional adquire importância, além do profissional de tecnologia da informação: o bibliotecário. É ele quem vai catalogar o título, o assunto e as palavras-chaves para o mecanismo de busca. “Recebemos os vídeos já em formato FLV player , mas temos que assistir todo o vídeo e fazer a catalogação no sistema de dados. Só depois nós mesmos fazemos o upload”, descreve a bibliotecária Salete Sampaio.
Outra marca é a forma que a televisão se adapta à internet. Nada de apresentar programas na íntegra, o que importa ao usuário são determinadas produções, como reportagens e quadros dos programas. Esta é forma que a TV se adapta ao convergir com a internet. O usuário ainda tem, no portal multimídia, múltiplas possibilidades de assistir aos vídeos da TV Unifor e do programa institucional Canal Unifor, através das produções mais recentes e mais vistas e da busca por programa e pelos mecanismos de busca.
O web designer do GTI Unifor, Caio Ferreira afirma que “ o portal engloba o que é produzido na universidade não só para atingir estudantes e funcionários da universidade, mas também para que o público externo conheça a produção acadêmica”.
Desde a criação, em meados de dezembro de 2006, o portal já passou por três reformulações. “O portal não poderia ter apenas ter vídeo, tinha quer ser vinculado à biblioteca, através da disponibilização de conteúdos digitalizados”, ressalta. Entre os conteúdos incrementados nas reformulções foram a Página do Professor e a Biblioteca Digital, com o acesso a dissertações e teses totalmente digitalizadas. Mais reformulações estão previstas para o portal, como a migração da Rádio Gentileza , após estar disponível dois anos no Unifor on line.